Polícia Civil revela novidades no caso de empresário poços-caldense morto em Caldas, em fevereiro deste ano

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Depois de morto com dois tiros, o corpo do empresário foi queimado, esquartejado e jogado numa cachoeira, para dificultar a localização e identificação, segundo a Policia Civil.

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do empresário poços-caldense, ocorrida em Caldas, no dia 07 de fevereiro deste ano. A vítima, Leandro César de Carvalho, de 45 anos foi assassinada com dois tiros, numa área rural de Caldas, após cobrar uma dívida de R$ 55 mil de um homem de 36 anos. O autor do crime teria premeditado a ação, segundo apontou a terceira fase de investigações da PC nominada de “Promissória Fatal”, cujos dados foram apresentados em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira.
Além do homem de 36 anos, um primo dele, de 28, também havia sido preso, em 9 de abril, por participação no crime.
A polícia também apresentou na entrevista a informação de que o corpo do comerciante foi queimado, esquartejado, colocado em sacos de lixo, transportado em um veículo e lançado na Cachoeira do Rio Pardo, numa tentativa de dificultar sua identificação e localização.
Ao longo da investigação, sete pessoas foram indiciadas por diversos crimes, incluindo homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual. A crueldade e o grau de organização dos envolvidos chamaram a atenção durante as investigações, demonstrando um alto nível de frieza na execução e tentativa de encobrimento do crime, segundo a Polícia Civil. O inquérito policial foi concluído e devidamente remetido ao Poder Judiciário.

 

Delegada Juliane Emiko durante coletiva

 

Relembre o caso
Na noite de 6 de fevereiro, o comerciante teria cobrado uma dívida de um dos suspeitos. No dia seguinte, o devedor o convidou para ir até a zona rural de Caldas, alegando que mostraria um terreno como forma de pagamento. Terreno que nunca foi do acusado. No local indicado, o comerciante teria sido assassinado com dois disparos.
O autor do crime teria contado com a participação de um primo, que também foi detido, para esconder a motocicleta da vítima.
As investigações começaram a partir de imagens de câmeras de segurança, que registraram um carro supostamente utilizado para transportar o corpo de Carvalho, além da moto dele sendo retirada da cena do crime.
Ambos os veículos foram encontrados e apreendidos em Três Pontas, onde os suspeitos se refugiaram na casa de familiares. Um deles foi preso nessa cidade e o outro, em Campos Gerais.
De acordo com a polícia, os investigados tentaram apagar vestígios do crime: limparam o carro utilizado no transporte do corpo, retiraram bancos e carpetes e até chegaram a repintá-lo. Ainda assim, exames periciais realizados nos bancos abandonados em uma oficina revelaram a presença de sangue.
O principal suspeito do homicídio vai responder por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e dissimulação —, além de ocultação de cadáver, fraude processual e, possivelmente, furto do celular e da moto da vítima.

 

Fotos exibidas durante coletiva de imprensa fazem a cronologia do crime

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