Meteoric inaugura fábrica de testes e mostra como vai produzir terras raras na região

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CEO da Meteorica, Stuart Gale

A unidade em Poços de Caldas serve de modelo para o projeto principal e já consegue transformar argila em minério valioso.

A empresa Meteoric inaugurou nesta sexta-feira (12) sua planta piloto — uma fábrica de testes — para processamento de terras raras. A unidade fica no Centro de Inovação e Pesquisa da empresa, em Poços de Caldas. Esta inauguração é um passo fundamental para o funcionamento da futura operação principal, que será na cidade de Caldas.

O objetivo do projeto é produzir materiais usados em tecnologias modernas, como telas de celulares, ímãs potentes, computadores, equipamentos médicos e motores de carros elétricos.

O que diz a empresa

Durante o evento, o diretor executivo (CEO) da Meteoric, Stuart Gale, explicou a importância desse momento.

“Esta inauguração representa muito mais do que o início da operação da planta. É um marco para a Meteoric e para a cadeia de materiais críticos no Brasil. Estamos entrando em uma nova fase do Projeto Caldeira, agora com dados concretos que irão embasar o estudo de viabilidade e abrir portas para futuros parceiros comerciais”, afirmou Stuart.

Como funciona o processo?

A visita técnica mostrou na prática como a argila (barro) se transforma em riqueza. O engenheiro químico da empresa, Fabiano Cunha, explicou o processo de forma simples.

Funciona como um grande laboratório. A matéria-prima é a argila iônica, retirada da terra. Esse barro é misturado com água e passa por peneiras finas. Depois, recebe produtos químicos específicos para separar o que é valioso da terra comum.

A planta já tem capacidade para processar 25 quilos desse barro por hora. O sistema faz várias etapas de limpeza e filtragem, incluindo a remoção de impurezas.

Ao final, o que sobra é o “carbonato de terras raras”. Para quem vê, parece um açúcar cristal. É esse material, com alto grau de pureza, que será vendido para indústrias de alta tecnologia.

Água e Meio Ambiente

Uma preocupação comum é o uso da água. Segundo a apuração feita no local, o sistema trabalha em circuito fechado. Isso significa que a água usada para lavar o minério é tratada e usada de novo ali mesmo. O engenheiro responsável garantiu que a reposição de água é mínima, cerca de 7 litros por hora.

Próximos passos

A estrutura inaugurada custou cerca de 1,5 milhão de dólares australianos. A meta é produzir 455 quilos de carbonato de terras raras por ano nesta fase de testes.

Os resultados obtidos aqui vão confirmar se o processo funciona bem em escala real. Esses dados serão usados para planejar a construção da fábrica definitiva no Projeto Caldeira, na cidade vizinha de Caldas.

Entenda como tudo começou e outras fases do Projeto Caldeira: 
O Jornal das Gerais está acompanhando todo o processo do Projeto Caldeira, desde o anúncio de sua implantação, em Caldas, até essa fase inicial de testes. Abaixo, você tem um link com um resumo de como foi a audiência publica realizada no município para deferimento, ou não, da implantação do Projeto no local. E outros momentos do projeto.

https://www.jornaldasgerais.com.br/audiencia-publica-e-realizada-em-caldas-para-discutir-exploracao-de-terras-raras-no-municipio/

https://www.jornaldasgerais.com.br/conselho-gestor-da-apa-da-pedra-branca-concede-anuencia-para-desenvolvimento-do-projeto-caldeira-em-caldas/

https://www.jornaldasgerais.com.br/meteoric-lanca-programa-para-desenvolvimento-de-fornecedores-em-caldas/

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