
Desde o início da semana, o JG tem sido procurado por pessoas que relatam ser vítimas de tentativas de golpe por meio da clonagem de celulares. Por medo, as fontes preferiram não se identificar, mas pediram que o Jornal divulgasse o modo de atuação da quadrilha para evitar novas vítimas.
A abordagem é sempre parecida: a pessoa recebe uma mensagem no WhatsApp de um contato salvo, como se fosse um conhecido ou familiar. Os criminosos pedem dinheiro emprestado usando diversas justificativas, como um carro que estragou na estrada, um limite bancário bloqueado ou um valor que precisa ser transferido com urgência.
Essas histórias criativas são a isca para que as vítimas façam transferências via Pix ou acessem links e documentos em PDF. Esses arquivos inserem vírus que hackeiam o aparelho e dão acesso a contas bancárias.
Embora a maior parte das vítimas não registre boletim de ocorrência, a reportagem teve acesso ao relato de três tentativas em uma única família de ontem para cá. A própria redação do JG foi alvo nesta manhã, quando uma suposta conhecida enviou mensagem ao nosso telefone pedindo ajuda financeira.
Por isso, redobre a atenção. Ao receber mensagens suspeitas — ou mesmo pedidos de dinheiro que pareçam normais — solicitando depósitos ou cliques em links, duvide. Não processe pagamentos sem antes ligar para a pessoa e confirmar a situação por chamada de voz. Prevenir é a única forma de evitar prejuízos.
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